Câmara rejeita abertura de CPI para investigar vereadores afastados por suspeita de corrupção em Petrópolis, no RJ

Sessão ocorreu na tarde desta terça-feira (05). Dez vereadores votaram contra a abertura e três a favor.


Por G1, Petrópolis


A Câmara de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, rejeitou a abertura de uma Comissão Processante para investigar os vereadores Paulo Igor (MDB) e Luís Eduardo da Silva, o Dudu (PEN), afastados por suspeita de corrupção. A sessão ocorreu na tarde desta terça-feira (05). Dez vereadores votaram contra a abertura e três a favor.

Vereadores rejeitaram a abertura da CPI durante a sessão plenária (Foto: Reprodução | Inter TV)
Vereadores rejeitaram a abertura da CPI durante a sessão plenária (Foto: Reprodução | Inter TV)

Antônio Brito (PRB), Gilda Beatriz (MDB) e o Professor Leandro de Azevedo (PSD) votaram a favor da abertura. Já Marcelo da Silveira (PSB), Luizinho Sorriso (PSB), Márcio Arruda (PR), Maurinho Branco (PP), Jorge Relojão (PRP), Roni Medeiros (PTB), Ronaldão (PR), Wanderley Taboada (PTB), Meirelles (Progressistas) e Márcio Arruda (PR) votaram contra.

Os vereadores alegaram que tanto Paulo Igor, quanto Dudu, ainda estão sendo investigados e não foram julgados. Portanto, eles acreditam que não podem fazer o papel da Justiça.

A sessão desta terça-feira estava cheia e chegou a ser suspensa duas vezes por conta das manifestações do público que queria a abertura da comissão.

Paulo Igor foi preso com dinheiro na banheira em 12 de abril deste ano durante a operação Caminho do Ouro do Ministério Público Federal (MPF), que apura crimes de peculato e fraude em licitação. Também havia um mandado de prisão contra o vereador Dudu, que não foi encontrado durante a operação e continua foragido.

A defesa de Paulo Igor disse que encaminhou uma petição à Justiça pedindo a reconsideração da decisão que levou a prisão preventiva do vereador. Informou ainda que o dinheiro encontrado na casa de Paulo era lícito e resultado da venda de um imóvel.

A assessoria de imprensa de Dudu disse que a advogada do vereador entrou com uma solicitação junto ao Tribunal de Justiça e aguarda resposta para definir as próximas decisões que serão tomadas.

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