Empresa que fazia limpeza emergencial no interior do RJ alugou imóvel com intenção de manter serviço por 4 anos ou mais, diz Gaeco

Coletiva foi realizada na sede da Polícia Federal, em Macaé, no RJ. Ação investiga desvio de dinheiro público em Cabo Frio.


Por Inter TV, Região dos Lagos

A Polícia Federal e o Ministério Público afirmaram nesta terça-feira (5) na sede da PF, em Macaé, no interior Rio, que um dos donos de empresa investigada na Operação Basura, já tinha intenção de manter o serviço de limpeza pública, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por quatro anos ou mais, mesmo tendo sido contratada de forma emergencial.

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Policia Federal e Ministério Público falam sobre Operação Basura nesta terça

O promotor de Justiça Marcelo Arsênio revelou que ao fazer a locação de uma casa em Búzios, um dos proprietários da empresa afirmou que poderia ficar ainda por mais tempo em caso de reeleição do prefeito de Cabo Frio, Marquinho Mendes (PMDB).

"Durante a tratativa de locação, ele [um dos donos da empresa] diz: 'a gente vai ficar quatro anos e, de repente, com a reeleição ou com a indicação de alguém do mesmo grupo, permaneceremos por mais quatro anos', ou seja na verdade tinha a certeza de que ficariam explorando a atividade e com a expectativa de permanecer por outros quatro", disse.

O promotor afirma ainda que a empresa que presta o serviço de iluminação pública também será investigada.

"Se instaurou um novo inquérito policial para que a gente continue a investigação relacionada agora à iluminação pública, que também houve contrato emergencial e, coincidentemente, e obviamente que não, a empresa que prestava serviço, contratada diretamente e emergencialmente, também ganhou a licitação", informou Marcelo.

Os mandados de prisão são contra o presidente da Comsercaf, Cláudio Moreira, um policial militar reformado e dois empresários da região. Segundo a denúncia do MPRJ, Cláudio controlava todas as contratações, incluindo funcionários, empresas e fornecedoras de equipamentos e serviços terceirizados de coleta de resíduos sólidos, varrição, capina e limpeza urbana. Ainda segundo o Ministério Público, desde janeiro deste ano, Cláudio firmou contratos sem licitação sob falsa motivação de emergência.

A operação busca cumprir 39 mandados de busca e apreensão. Quatro pessoas acusadas de desviar dinheiro público foram presas durante a ação da PF. O prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes (PMDB), é intimado a depor na condição de testemunha, assim como outras 15 pessoas.

Respostas dos citados

O advogado Carlos Magno, responsável pela defesa do prefeito de Cabo Frio, disse que irá se pronunciar depois de tomar conhecimento sobre o caso.

Sobre a Consercaf, o prefeito Marquinho Mendes informou que "em virtude das denúncias relacionadas à autarquia, um novo presidente ficará responsável pela autarquia durante as investigações. Informa ainda que vai abrir uma Sindicância para apuração interna dos fatos, respeitando o direito de defesa dos servidores citados, e que qualquer irregularidade será devidamente sanada com as medidas legais pertinentes".

Em nota, a assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que colaboração com a apuração do Ministério Público e que os dados da denúncia estão sendo verificados pela corregedoria para futuras investigações internas.

Também em nota, a assessoria de comunicação da Comsercaf informou que está colaborando com as investigações e vai se pronunciar após o fim das diligências.

O G1 tenta contato com a defesa dos quatro presos acusados de envolvimento no esquema.

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