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Justiça manda prender Ronan Maria Pinto por corrupção em gestão de Celso Daniel

Empresário foi condenado por juiz de Santo André. Ele recebeu voz de prisão no Hospital Albert Einstein, onde está internado. Réu na Lava Jato, ele estava em liberdade condicional, com tornozeleira eletrônica.


Por G1, São Paulo


A Justiça de Santo André determinou a prisão do empresário Ronan Maria Pinto por corrupção no setor de transportes de Santo André, no ABC paulista.

Ronan Maria Pinto, empresário do setor de transporte de Santo André (SP), em foto de 2005 (Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo)
Ronan Maria Pinto, empresário do setor de transporte de Santo André (SP), em foto de 2005 (Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo)

Ele foi condenado a 14 anos de prisão pelo crime cometido durante a gestão do prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002.

O empresário recebeu voz de prisão na quarta-feira (15) dentro do Hospital Albert Einstein, onde está internado e deve ser operado de uma hérnia.

Também investigado na Operação Lava jato, Ronan usa uma tornozeleira eletrônica e não pode passar por cirurgia com o equipamento. O Hospital aguarda decisão da Justiça de Curitiba para a retirada do equipamento.

Procurada, a defesa do empresário informou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal assim que tiver acesso ao despacho do juiz de Santo André.

Lava Jato

De acordo com as investigações, Ronan Maria Pinto, empresário dono do jornal Diário do Grande ABC, recebeu R$ 6 milhões do esquema de corrupção na Petrobras.

A quantia, conforme o MPF, foi repassada por meio de um empréstimo de R$ 12 milhões feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto ao Banco Schahin. Deste total, os outros R$ 6 milhões foram destinados a campanhas eleitorais com apoio do PT.

Bumlai reconheceu em depoimento que fez o empréstimo de R$ 12 milhões a pedido do PT e disse que a quantia nunca foi paga ao banco. O MPF diz que a dívida do pecuarista foi, na verdade, um pagamento de propina da Schahin, cuja empresa de engenharia pertecente ao grupo fechou um contrato no valor de US$,1,6 bilhão para o aluguel de navios-sonda para a Petrobras.

Para chegar até Ronan Maria Pinto, os recursos foram enviados para outras empresas, disfarçando o destinatário final. O operador do mensalão Marcos Valério afirmou que o dinheiro foi pago a Ronan porque ele extorquia dirigentes do PT.

O MPF sustenta que Ronan usou os recursos para comprar ações do Diário do Grande ABC, que estava ligando ele a denúncias da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

Ronan nega que tenha feito algum tipo de chantagem e disse que os recursos que recebeu tinham como objetivo pagar a compra de uma nova frota para a empresa de ônibus da qual também é proprietário.

Ele é réu em uma ação penal perante o juiz Sérgio Moro na primeira instância da Justiça Federal, respondendo pelo crime de lavagem de dinheiro.

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