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Queimados tem dois prefeitos e nenhuma transparência

Gastos e processos de licitação são mantidos em segredo na gestão Max e Vilela


Elizeu Pires

Do dia 1º de janeiro até o fim do expediente de ontem (20) a Prefeitura de Queimados havia recebido R$ 66.672.795,86 em repasses constitucionais e mais R$ 21.277.341,66 em transferências do Fundo Nacional de Saúde - um total de quase R$ 88 milhões -, mas o cidadão não vem conseguindo exercer o direito de fazer o controle social dos gastos, o que lhe é garantido por legislação específica. 


Prefeito de Queimados Carlos Vilela (PMDB)

É que o prefeito Carlos Vilela não vem respeitando a lei da transparência, que determina a disponibilização das contas públicas nos sites oficiais das prefeituras, licitações, contratos, lista de fornecedores, prestadores de serviços e os valores pagos a eles.

Há mais de um mês que o Portal da Transparência vem apresentando problemas. A página abre quando acessada, mas fica apenas na apresentação, pois as demais ferramentas não dão entrada para qualquer informação. Quem quiser saber sobre os processos licitatórios, por exemplo, não consegue o pretendido nem indo à sede da Prefeitura. Quem foi lá essa semana com essa intenção ouviu que a alegação de que o sistema está fora do ar.

Ex-secretário de Fazenda na gestão do prefeito Max Lemos – hoje secretário de Governo com carta branca para agir –, o prefeito Carlos Vilela sabe muito bem como a máquina administrativa funciona e tem conhecimento da obrigatoriedade de expor as contas para que o controle social possa ser feito, mas vem deixando de observar a legislação nesse sentido.

Além da falta de transparência, o município de Queimados convive com o conflito de interesses, já que o seu “braço direito” é quem estaria governando de fato e isso por culpa do próprio Carlos Vilela, que não nomeou um secretário sequer sem o aval de seu antecessor, que acabou mantendo quase toda a equipe anterior e a maioria dos integrantes do governo acaba ouvindo apenas uma voz de comando, a de Max Lemos.


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