Prefeitos não aparecem para trabalhar em cidades da Baixada

Em final de mandato, prefeitos de quatro cidades não aparecem em gabinetes. Enquanto isso, servidores tem salários atrasados e cidades enfrentam caos.


G1 RJ

O sumiço do prefeito Gelsinho Guerreiro em seus últimos dias como prefeito de Mesquita, na Baixada Fluminense, fez com que o RJTV procurasse os prefeitos de São João de Meriti, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Belford Roxo. Nenhum deles estava no gabinete, e funcionários estão com os salários atrasados em todas essas cidades.

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"Só ano que vem, no dia 2", disse uma funcionária, ao ser perguntada se seria possível falar com o prefeito de Belford Roxo, Denis Dautman (PC do B), que não concorreu nas últimas eleições. Segundo funcionários, ele não aparecia havia três semanas. "Amor, ele não tem vindo, não. Tá, e quando vem, assim, a gente não sabe que ele vem", disse uma funcionária do próprio gabinete de Dautman. Há funcionários que não recebem há três meses.

Em Duque de Caxias, o prefeito Alexandre Cardoso (PSD), segundo funcionários, tem vindo 'para tratar de assuntos de funcionalismo, e só'. A solução, segundo eles, seria esperar até que o prefeito chegasse. "Como não está no agendamento, provavelmente ele não vai te atender. Mas eu te aconselho, se você tiver tempo, e achar que é viável, você fica sentada ali, de plantão. É sério, é assim que as pessoas fazem", disse o atendente.

Um servidor aposentado, que disse ter 32 anos de prefeitura, alega que está sem receber a maior parte do seu salário. "O pagamento veio, o 13 veio 264 reais, saiu uma parte. E cadê o resto? Era para eu receber tudo", afirmou José Severino de Andrade.

Em Nova Iguaçu, onde o atual prefeito Nelson Bornier (PMDB) perdeu a reeleição em outubro, ninguém sabia dizer se ele estava no prédio da prefeitura ou não. Em um prédio próximo, muitas pessoas esperavam uma chance para falar com o prefeito, em vão.

Já em São João de Meriti, o prefeito Sandro Mattos (PHS) não estava na administração. A produção do RJTV foi encaminhada para a sala da administração, no terceiro andar do prédio. "Falar com ele, final de governo, fica mais difícil", disse um servidor. O gabinete parece abandonado, com muitos pertences espalhados pelo chão.

Em Mesquita, onde o prefeito Gelsinho Guerreiro não aparece há semanas, os salários estão atrasados desde outubro, o lixo está espalhado pelas ruas, não há merenda nas escolas e nem atendimento nas unidades de saúde. Nesta quarta-feira (28), houve protestos de servidores com cartazes de "Procurado" e a foto de Gelsinho Guerreiro.

Respostas

Por telefone, a prefeitura de duque de caxias disse que o prefeito Alexandre Cardoso está cumprindo a agenda diariamente na sede da prefeitura, e que mesmo sem repasses do governo do estado está se esforçando pra pagar os salários atrasados.

A prefeitura de Nova Iguaçu disse que o prefeito Nelson Bornier é o primeiro a chegar e o último a sair da prefeitura, e que os salários de outubro foram pagos ontem. Não há, no entanto, previsão para o pagamento de novembro e o 13º.

A prefeitura de São João de Meriti disse que o prefeito Sandro Mattos esteve em Brasília e tem feito reuniões com os secretários e com o prefeito eleito pra tentar resolver como serão pagos os salários atrasados. Segundo a prefeitura, todo dinheiro que entra está sendo usado pra isso.

Já nas prefeituras de Mesquita e de belford roxo, do prefeito Denis Dautman, ninguém atendeu.


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