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MPF pede nova prisão de Cavendish, Cachoeira, Assad, Abreu e Abbud

Os cinco são acusados de corrupção, lavagem e desvio de dinheiro público.

Segundo MPF, mais de R$ 370 milhões foram desviados de contratos.


Renan Ramalho | G1, em Brasília

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a decretação de nova prisão preventiva do ex-dono da construtora Delta Fernando Cavendish, do contraventor Carlinhos Cachoeira, do ex-diretor da Delta Cláudio Abreu e dos empresários Adir Assad e Marcelo Abbud, todos investigados na Operação Saqueador, da Polícia Federal.


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Presos em junho, eles conseguiram deixar a cadeia em agosto por decisão do próprio STJ, que converteu a prisão preventiva por medidas alternativas – afastamento da direção das empresas, recolhimento domiciliar, apresentação periódica à Justiça, proibição de deixar o país e monitoramento com tornozeleira eletrônica.

Em parecer enviado ao STJ em setembro, no entanto, o MPF recomendou que eles voltem à prisão preventiva, apontando risco de cometerem novos crimes e de fugirem do país. O pedido aguarda decisão do relator do caso no tribunal, ministro Antonio Saldanha, que, em agosto, votou pela substituição da prisão pelas medidas alternativas.

"Tendo em conta a peculiaridade do modo de atuação do esquema criminoso, o poder econômico da organização, o grau de infiltração em setores do Estado, a gravidade concreta dos crimes e o risco de evasão do paciente, deve ser mantida a prisão preventiva como garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal", diz o subprocurador-geral da República José Adonis Callou de Araújo Sá nos cinco pedidos.

A recomendação do MP foi feita em pedidos apresentados pelos advogados para derrubar a prisão preventiva decretada em junho. As defesas sustentam que a denúncia contra eles se refere ao período que vai de 2007 a 2012 e já não haveria mais risco de novos crimes, sobretudo porque todos já se afastaram de suas respectivas empresas.

Saqueador

 
A Operação Saqueador investigou contratos da Delta que somam quase R$ 11 bilhões com diversos órgãos públicos, especialmente no Rio de Janeiro. Segundo o MPF, por meio de contratos superfaturados, ao menos R$ 370 milhões foram desviados dos cofres públicos para pagamento de propina a empresários, operadores e agentes públicos.

Denúncia já apresentada à Justiça aponta que o dinheiro era repassado a 18 empresas de fachada em nome de Cachoeira, Assad e Abbud. Apesar de contratadas pela Delta, não prestariam os serviços e serviriam somente para ocultar a origem dos recursos e repassar a propinas, com saques em espécie.


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