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Uma gestão de promessas e desperdício em Silva Jardim

Prefeito de Silva Jardim não cumpre compromissos de campanha e ainda joga dinheiro público no lixo 


Elizeu Pires

Em Silva Jardim, município governado pelo prefeito Anderson Alexandre (PMDB) a falta de palavra e o desperdício de dinheiro público caminham juntos. A ausência de compromisso com a população está no não cumprimento das promessas feitas por ele durante a campanha de 2012 e o desperdício na destruição de uma obra orçada em R$ 2,8 milhões para fazer outra que não saiu do papel, uma transformação que ficou nas palavras do prefeito e nas maquetes digitais divulgadas pela Prefeitura. Há três anos e nove meses no governo, Anderson destacou dez pontos importantes em 2012 e só executou um: o plano de cargos e salários dos servidores. Quanto ao povo, este acreditou nas promessas e se deu mal. 


O prefeito Anderson Alexandre destruiu obra orçada em R$ 2,8 milhões e anunciou um projeto que ficou só nas maquetes
O prefeito Anderson Alexandre destruiu obra orçada em R$ 2,8 milhões e anunciou um projeto que ficou só nas maquetes

Quem participou da I Conferência Municipal de Mobilidade Urbana realizada na cidade no dia 30 de março do ano passado foi arrebatado por imagens de uma cidade diferente, moderna e cheia de atrativos. Mera ilusão, pois a realidade da Rua Luiz Gomes, via principal da cidade, mostra que nada mudou e quem transita por lá constata que não passou de fanfarronice e irresponsabilidade a destruição do que a gestão anterior havia feito na via. Anderson jogou literalmente no lixo o dinheiro que a Prefeitura havia gasto três anos antes no que o ex-prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão, chamou de “remodelação”.

Três meses antes da tal conferência a ação de uma retroescavadeira transformou o dinheiro do povo em poeira e entulhos, com Anderson Alexandre jogando fora parte de uma verba R$ 2,8 milhões liberada pelo governo estadual para um projeto de remodelação do centro da cidade. Do total o valor de R$ 1,140 foi pago na gestão de Marcelo Zelão por uma obra que desagradou a todos e ainda assim ficou pela metade. O atual prefeito mandou quebrar tudo o que já havia sido feito e pago, segundo ele, para "alterar e adequar o projeto", mas fez apenas uma maquiagem e a população quer saber quem vai arcar com os prejuízos causados aos cofres públicos.

O que o ex-prefeito classificou como "remodelação" estreitou a Rua Luiz Gomes, que ganhou uma espécie de muretas que ninguém sabe para que serviam, "uma típica obra só para gastar dinheiro", segundo entendem alguns comerciantes. O projeto é resultado de uma parceria entre os governos municipal e estadual, firmada na gestão do governador Sérgio Cabral. O governo do estado entrou com 95% do valor total e a Prefeitura com uma contra partida de 5%. Na verdade, começar obra e não terminar foi muito comum na gestão de Marcelo Cabreira. Zelão Fez isso com várias delas, inclusive com as “revolucionárias casas de PVC” - como foram anunciadas por ele em 2010 -, um projeto que consumiu recursos dos governos federal e municipal e não resultou em nada. Para justificar a destruição Anderson apresentou um projeto de urbanização para substituir a obra do ex-prefeito que gerou grande insatisfação entre moradores e comerciantes do município. O atual prefeito disse que o projeto foi readequado e mostrou várias maquetes eletrônicas do que seria a nova Rua Luiz Gomes, mas tudo não passou de uma ideia, como tantos outros projetos anunciados por Anderson.

Com pouco mais de 21 mil moradores e registrando o sexto pior índice de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os 92 municípios fluminenses, Silva Jardim poderia estar em melhor em situação se as propostas de governo apresentadas pelo prefeito durante a campanha de 2012 tivessem sido levadas a efeito e não foi por falta de dinheiro que Anderson Alexandre deixou de cumprir as promessas, já que ele – apesar da crise financeira – contou com muito mais recursos financeiros que seu antecessor. O sistema da Prefeitura aponta que entre janeiro de 2013 e 31 de agosto deste ano a receita líquida consolidada somou mais de R$ 416 milhões, resultado que deverá chegar a R$ 450 milhões com a arrecadação de setembro, outubro, novembro e dezembro. Segundo o sistema de dados, em 2013 a receita líquida foi de R$ 109.672.464,57, chegando a R$ 124.730.876,36. No ano passado a arrecadação liquida foi de R$ 117.466.013,41 e a receitada acumulada nos oito primeiros meses de 2016 soma R$ 64.546.826,13.


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