Justiça fecha o cerco contra abuso em Araruama

Decisão pede que marido de candidata seja investigado pela Receita Federal 


Elizeu Pires

A volumosa campanha da candidata à Prefeitura de Araruama pelo PDT, Lívia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho, pode ser resultado de abuso de poder econômico e será investigada a mando da Justiça. Decisão nesse sentido foi tomada pela juíza Alessandra de Souza Araújo, da 92ª Zona Eleitoral, que determinou a prestação de contas dos gastos e mandou oficiar a Receita Federal para que a instituição participe da investigação, apurando, por exemplo, a situação do ex-prefeito da cidade, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, o Chiquinho da Educação, marido da candidata. É que Chiquinho - que está inelegível e indicou Lívia para disputar a Prefeitura em seu lugar -, tem uma volumosa dívida pública já cobrada em processos transitados em julgado, não pagou um centavo sequer ainda e mostra sinais exteriores de riqueza. 


Para a Justiça Chiquinho (centro) ostenta patrimônio incompatível com o que deve (Foto:Reprodução/Facebook)
Para a Justiça Chiquinho (centro) ostenta patrimônio incompatível com o que deve (Foto:Reprodução/Facebook)

Será apurado como o elevado número de cabos eleitorais foi recrutado, como está sendo pago o material de campanha e a ostentação patrimonial do ex-prefeito, que, pontua a magistrada em seu despacho, “vem atuando ativa e intensamente na propaganda eleitoral, notoriamente ostentando patrimônio nesta cidade incompatível com o quantitativo de dívidas que o mesmo detém em vários processos judiciais públicos”.

Chiquinho é réu em vários processos - a maioria de execução de dívida ativa, cobrança judicial - e tem uma extensa lista de pendências com o Tribunal de Contas e pelo menos três condenações por improbidade administrativa, uma delas pelo uso de mão de obra da Prefeitura na reforma de uma casa em Búzios. Só neste processo ele pegou dez anos de inelegibilidade, mas transita pelo município como se não tivesse nenhuma conta a acertar. Além disto, o jeito agressivo do ex-prefeito tem assustado quem ouve seus discursos e participam de suas reuniões. “Se tiver que bater eu bato, se tiver que dar porrada eu dou mesmo”, costuma dizer.


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