Prefeito de Cruzeiro do Sul diz que áudio gravado contra ele é 'armação'

Em áudio, prefeito aparece oferecendo R$ 5 mil para candidato a vereador.

Sales confirmou reunião com candidato, mas negou ter dado dinheiro a Freire.


Adelcimar Carvalho e Iryá Rodrigues | G1 AC

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, se pronunciou nesta quinta-feira (25) sobre o áudio divulgado na manhã de quarta (24), onde ele aparece oferecendo R$ 5 mil ao candidato a vereador, Clebisson Freire. Sales afirmou que o áudio foi gravado de forma "clandestina" durante uma reunião em sua casa e que se trata de uma armação. Ele diz ainda que foi procurado pelo próprio candidato, que alegava problemas financeiros. 


Vagner Sales (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Vagner Sales (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)

A polêmica envolvendo o chefe de gabinete do executivo em Cruzeiro do Sul, Mario Neto, e um dirigente do PSDB, Edson de Paula, tomou mais proporções após o áudio divulgado na manhã de quarta-feira (24). Os dois permanecem presos na PF. 


Os dois são acusados, pelo candidato Freire, de tentar comprar sua candidatura. Porém, Sales afirmou que durante uma reunião, Freire teria dito que iria desistir da candidatura por falta de dinheiro e afirmado que estava com problemas financeiros e precisava pagar pensão alimentícia que estava atrasada.

O candidato teria pedido um emprego na prefeitura e ajuda. O prefeito disse que não poderia conseguir um cargo, já que estava em período eleitoral, mas que poderia ajudá-lo com dinheiro, que segundo Sales, sairia do seu próprio bolso.

"Quanto aos R$ 5 mil reais que ele estava precisando, eu disse que poderia ajudar. Ajudo do meu, das minhas condições. Aí esse rapaz foi embora e não apareceu mais. Eu só soube depois que meu secretário e o Edson de Paula tinham sido presos. Não dei nenhum centavo para esse cidadão. Foi uma armação dessas pessoas que perderam as eleições e que querem agora ganhar em Cruzeiro do Sul", alegou o prefeito.

Sobre o chefe do gabinete do executivo em Cruzeiro do Sul, Mário Neto, preso pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção ativa, o prefeito disse que Neto pediu que fosse exonerado do cargo. O prefeito voltou a confirmar que não tem conhecimento sobre o dinheiro que supostamente teria sido dado ao candidato e afirmou que os R$ 5 mil não estavam com Neto nem com o Edson de Paula.

Entenda o caso

 
O chefe do gabinete do executivo em Cruzeiro do Sul, Mário Neto, permanece preso na sede da Polícia Federal da cidade sob suspeita de corrupção ativa. Ele estaria pagando candidatos a vereador para desistirem da candidatura com o intuito de apoiarem a chapa "Juntos por Cruzeiro", do candidato Ilderlei Cordeiro, apoiada pelo prefeito Vagner Sales (PMDB).

O presidente do diretório do PSDB na cidade, Edson de Paula, também foi preso pela mesma denúncia.

Na segunda maior cidade do estado, a coligação "Juntos por Cruzeiro" é apoiada pelo PMDB e atual prefeito da cidade, a outra coligação "Cruzeiro em Boas Mãos" é encabeçada pelo Henrique Afonso do PSDB. A ideia da coligação de Ilderlei, segundo o denunciante, era tentar enfraquecer a coligação oposta.




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