Senador diz que governo mente ao ligar pedaladas a programas sociais

Senador diz que só R$6 bi em R$40 bilhões eram para programas


Diário do Poder

O senador José Medeiros (PSD-MT) afirmou que o governo mente com o argumento de que o dinheiro das chamadas pedaladas fiscais foi usado para subsidiar os pagamentos de benefícios sociais. “O governo centrou a sua defesa em mais uma mentira. Algumas teses da defesa que serão apresentadas no processo de impeachment, não se sustentam. Portanto, estou aqui para fazer o contraponto”, declarou. 


Medeiros citou estudo do Contas Abertas, segundo o qual a maior parcela desses recursos acabou nas contas do PSI Foto: Senado

Medeiros citou estudo publicado pelo site Contas Abertas, segundo o qual a maior parcela desses recursos acabou nas contas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado para estimular a produção, aquisição e exposição de bens de capital e inovação. Esse programa, de acordo com o senador, conta com juros subsidiados e tem o objetivo de estimular a indústria e o agronegócio.

“Portanto, o discurso do ex-presidente Lula, que tenta justificar o fato do governo ter desrespeitado a Lei de Responsabilidade Fiscal com o argumento de que o fizeram para atender os mais pobres é falho, não é verdade!”, afirmou o parlamentar, que apresentou dados que mostram que das pedaladas de quase R$ 40 bilhões, somente R$ 6 bilhões foram passados para a Caixa Econômica Federal (CEF), para o pagamento de programas como o Bolsa Família.

Desemprego 


Durante sua fala, José Medeiros também ressaltou que a crise econômica vem ofuscando um problema igualmente mais grave, que é o desemprego. “Há uma face extremamente perversa desses escândalos, sobretudo daqueles ligados à Operação Lava Jato: a demissão de dezenas de milhares de trabalhadores, as verdadeiras vítimas dessa tragédia que se abateu sobre o Brasil. Enquanto a gente discute o antes de Dilma, o pós-Dilma, ou o processo atual de impeachment, as pessoas estão perdendo seus empregos”, lamentou.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no final de março, a taxa de desemprego de fevereiro foi de 8,2%. É a maior para os meses de fevereiro desde 2009. “Na realidade, todos nós contribuintes fomos lesados pelos excessivos esquemas de corrupção revelados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público – mas os indivíduos e famílias que, de uma hora para outra, perderam ou podem vir a perder sua principal fonte de sustento são, sem sombra de dúvida, os que mais sofrem com o caos que se instalou no nosso país”, destacou José Medeiros.


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