'Diário Oficial' publica nomeação de Lula e criação de novo ministério

Ex-presidente assume a Casa Civil no lugar de Jaques Wagner.
 

Wagner será ministro-chefe de Gabinete Pessoal da presidente.


Filipe Matoso | G1, em Brasília

Edição extraordinária do “Diário Oficial da União” publicada no início da noite desta quarta-feira (16) traz a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro da Casa Civil e a criação de um novo ministério, o do Gabinete Pessoal do Presidente da República, que será ocupado por Jaques Wagner, ex-ministro da Casa Civil.




Mais cedo, a Secretaria de Comunicação Social divulgou uma nota informando que Lula ocuparia a Casa Civil no lugar de Wagner. A presidente e o novo ministro do governo passaram toda a manhã desta quarta reunidos para discutir a nomeação.

No final da tarde desta quarta-feira, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, retirou o sigilo de interceptações telefônicas de Lula. As conversas gravadas pela Polícia Federal incluem diálogo gravado nesta quarta com a presidente Dilma Rousseff, que o nomeou como ministro-chefe da Casa Civil. Na conversa, Dilma e Lula conversam sobre o termo de posse de Lula.

Com a nomeação, Lula ganhou foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, a investigação sobre ele sai do alcance do juiz Sérgio Moro e passa para o âmbito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Segundo o presidente do PT, Rui Falcão, a posse de Lula está marcada para a próxima terça-feira (22) e a expectativa é que haja cerimônia no Palácio do Planalto.

Após a confirmação de que Lula assumirá a Casa Civil, Dilma convocou a imprensa para uma entrevista no Planalto na qual afirmou que o ex-presidente terá os “poderes necessários” para ajudar o governo, após ser questionada sobre se ele terá “superpoderes”.

Dilma refutou ainda a versão de que o ex-presidente estaria se “escondendo” da Justiça Federal do Paraná ao virar ministro – ao assumir o cargo, ele passa a ter o foro privilegiado e as investigações conduzidas por Sérgio Moro devem ser remetidas ao Supremo Tribunal Federal.

“Até que ponto você acha que a investigação do Sérgio Moro é melhor que a do Supremo?", indagou a presidente. "É inversão de hierarquia, me desculpa”, afirmou.


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