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MPF autoriza envio de documentos apreendidos na Lava-Jato sobre o metrô de São Paulo

Durante a operação a PF apreendeu uma planilha com informações sobre cerca de 750 contratos de obras públicas, entre elas a da Linha 15 do Monotrilho


Renato Onofre | O Globo

SÃO PAULO — O Ministério Público Federal autorizou o compartilhamento com os promotores paulistas de provas do suposto envolvimento do doleiro Alberto Youssef em contratos do metrô de São Paulo. Durante a Operação Lava-Jato, a Polícia Federal apreendeu uma planilha contendo informações sobre cerca de 750 contratos de obras públicas, entre elas a da Linha 15 do Monotrilho de São Paulo, que estariam na mira do doleiro.


Alberto Youssef
Em despacho encaminhado à Justiça do Paraná nesta quarta-feira, os procuradores Deltan Martinazzo Dallagnol e Diogo Castor de Mattos afirmaram que “a troca de informações entre as autoridades responsáveis” é fundamental para o êxito das apurações. E informaram ao juiz Sérgio Moro que não se opõe a nenhum pedido feito pela promotoria paulista no mês passado.

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital abriu, no final do ano passado, um inquérito civil para apurar supostos desvios na licitação do trecho do Monotrilho entre as Estações Oratório e Vila Prudente, da Linha 15. A medida teve com base informações divulgadas durante a Operação Lava-Jato.

Os policiais federais prenderam em um dos escritórios do doleiro aberto Youssef uma planilha com uma lista de obras prospectadas por Youssef para a realização de “negócios”. No documento, na página 14, aparece a “Obra Vila Prudente”, tendo a Construtora OAS, como a empresa da obra, como “contato” o engenheiro Vagner Mendonça e como “cliente final” o Metrô. Aparece ainda na planilha uma proposta enviada em 7 de abril de 2011 com o valor de R$ 7.901.280,00. Os promotores paulistas suspeitam que a quantia possa ter sido usada para o pagamento de propina a políticos.


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