Polícia prende empresários por furto de água em São Paulo

Hotéis utilizavam ímãs para camuflar consumo de água.
Donos de fábrica de gelo não foram localizados; Cantareira chegou a 12,2%


Do G1 São Paulo

Em meio à crise de água que atinge a Grande São Paulo, a Polícia Civil prendeu o proprietário de uma churrascaria e o dono de cinco hotéis por furto de água nesta quinta-feira (10).

Durante a operação “Gato Escaldado”, policiais da 3ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Patrimoniais contra Órgãos e Serviços Públicos e técnicos da Sabesp fiscalizaram nove locais e encontraram sinais de furto de água em uma fábrica de gelo em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, em uma churrascaria em Cangaíba, Zona Leste, e em cinco hotéis de um mesmo proprietário no bairro do Ipiranga, e nas Vilas Monumento e Clementino, na Zona Sul.

Os peritos do Instituto de Criminalística constataram que os empresários utilizaram um ímã para camuflar o consumo. A estratégia foi utilizada nos relógios dos hotéis e na fábrica de gelo.

Já na churrascaria foi verificado um desvio na rede: a água entrava no estabelecimento sem ser contabilizada.

Segundo o delegado José Roberto Arruda, da 3ª Delegacia, as equipes prenderam os dois empresários, mas os donos da fábrica de gelo não foram encontrados. Eles também devem responder pelo crime de furto.

Crise de água 

O Sistema Cantareira bateu mais um recorde nesta sexta-feira (11) e chegou a 12,2% de seu nível total.

A Sabesp admitiu em documento oficial, publicado recentemente, a possibilidade de adotar o rodízio de água em São Paulo ainda em 2014.

Segundo o relatório de sustentabilidade 2013, em função da estiagem e do baixo volume de água armazenado no Sistema Cantareira, “se as chuvas não retornarem a índices adequados e, consequentemente os níveis dos reservatórios não forem restabelecidos, poderemos ser obrigados a tomar medidas mais drásticas, como o rodízio de água”.

O documento reúne os principais resultados obtidos pela Sabesp e “busca retratar com fidelidade o seu desempenho”. Publicado anualmente, o relatório contradiz o discurso do governo de São Paulo, que nega o racionamento.

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