PSOL arquiva processo contra a deputada estadual Janira Rocha

Alerj contrata escritório de advocacia para defender a parlamentar no processo aberto pela Casa


O Globo

RIO — Mais de seis meses depois da divulgação de um dossiê com uma série de denúncias, elaborado por ex-assessores, a deputada estadual Janira Rocha (PSOL) está livre do principal processo a que respondia no seu partido. O presidente do Diretório Nacional, Luiz Araújo, confirmou nesta quarta-feira que será acatado o pedido do Conselho de Ética de arquivamento da acusação de arrecadação irregular de uma de parte dos salários dos funcionários do gabinete da deputada, prática conhecida como cotização.

O relatório do Conselho de Ética do PSOL fala que não houve "qualquer prova concreta de que a cotização praticada no gabinete da deputada fosse feita mediante coerção". E acrescenta que a arrecadação de parte dos salários "é uma prática legal, desde que feita de forma voluntária, dentro das disposições estatutárias do partido".

Além da denúncia de uso de parte dos salários dos servidores, Janira responde no Conselho de Ética do partido por suposta utilização, com fins eleitorais, de recursos do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindisprevi).

Se no partido a situação da deputada já parece definida, na Alerj, o Conselho de Ética analisa, desde o último dia 12, a recomendação de cassação do mandato da parlamentar feita pela Corregedoria da Casa. Nesta quarta-feira, a direção da Assembleia conseguiu a contratação de um escritório de advocacia para defender Janira neste processo.

Com isso, já na próxima terça-feira, deve haver depoimentos das testemunhas de defesa e da própria acusada. Enquanto o caso segue em análise, a deputada tem frequentado normalmente as sessões de votação.
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