Governo de Roseana Sarney (PMDB) licita uísque escocês, champagne e caviar em meio a crise nos presídios e na segurança pública

Em meio a crise, Maranhão agora licita uísque escocês, champanhe e caviar


BRUNO BOGHOSSIAN
ANDRÉIA SADI
BERNARDO MELLO FRANCO

DO "PAINEL" | FOLHA DE SP

Em meio à crise nos presídios e na segurança pública do Maranhão, o governo Roseana Sarney (PMDB) abriu novo pregão de R$ 1,3 milhão para comprar itens como uísque escocês, champanhe e canapés de caviar para coquetéis e eventos oficiais.

O edital foi divulgado nesta quinta-feira (9) no site da Comissão Permanente de Licitação do Estado. A licitação está marcada para o dia 17. Procurada pela Folha, a assessoria de Roseana ainda não informou se vai se pronunciar sobre o caso.

Ontem o governo adiou o pregão que previa a compra de 80 kg de lagosta para as residências oficiais de Roseana, após a concorrência ter sido revelada pelo "Painel".

A nova licitação prevê a compra de bebida "em quantidades suficientes para atender a contendo todos os convidados", incluindo vinho importado "de primeira qualidade" (francês, italiano, chileno, espanhol e português) e champanhe "de primeira qualidade" (extra brut, brut, sec e demisec).

As refeições, com valor estimado em R$ 988 mil, incluem pratos como risoto de lagosta, camarão e caranguejo, cabrito ao vinho, caldeirada de camarão, bacalhau com natas e filé mignon à provençal.

De entrada, os eventos terão no cardápio casquinha de caranguejo, carpaccio de salmão e coquetel de mariscos. Já os convidados dos coquetéis oficiais do governo poderão comer canapés de salmão e caviar, "cartuchos de lagosta" e empanadas de camarão.

Ainda está prevista a compra de comida e bebida para "coffee breaks" e "brunches" promovidos pelo Estado.

TAPETE PERSA E LUSTRE DE CRISTAL

O governo Roseana prevê gastar R$ 403 mil para bancar a estrutura, a decoração e a equipe dos eventos. As recepções deverão ter lustre com estrutura de cristal e tapete persa dos tipos Golpayagan Sherkat e Kashmar.

O edital ainda inclui a contratação de decorador, cantor e recepcionistas bilíngues, todos sujeitos a "aprovação prévia" pelo Estado.

O cantor, por exemplo, deve ser apto a "interpretar canções de repertório popular, inclusive regionais, música ambiente, instrumentais e religiosas". Tudo conforme orientação do cerimonial da governadora.



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