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Depois de SP e Manaus, agora Natal e Curitiba também perdem obras de mobilidade para Copa de 2014

Aiuri Rebello
Do UOL, em São Paulo


Monotrilho de Manaus: projeto é um dos sete de mobilidade que não ficarão prontos até a Copa de 2014
Monotrilho de Manaus: projeto é um dos sete de mobilidade que não ficarão prontos até a Copa de 2014

Depois de São Paulo e Manaus ficarem oficialmente sem nenhuma obra de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014, agora Natal e Curitiba também perderam projetos na área. É o que revela a revisão da Matriz de Responsabilidades, documento firmado por União, Estados e cidades-sede que traz as obras que devem ser executadas para o torneio, publicada nesta quarta-feira (26) no Diário Oficial da União.

Em Natal, foi retirado da Matriz a reestruturação da Avenida Engenheiro Roberto Freire. A obra, de R$ 221 milhões, tinha previsão para ficar pronta em Maio de 2014. De acordo com o último relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o andamento das obras para o Mundial, divulgado em novembro, o trabalho ainda não começou. A cidade ainda conta com três projetos na área previstos para ficarem prontos até o início da Copa de 2014.

Já em Curitiba, foi retirado da Matriz a "requalificação das vias existentes" no Corredor Metropolitano, prevista para abril de 2014. Com um custo de R$ 137,6 milhões, a obra também não saiu do papel, de acordo com o TCU. Outros oito projetos de mobilidade urbana para o campeonato futebolístico ainda estão em andamento.

No dia 20 de dezembro, o UOL Esporte revelou que a revisão da Matriz publicada nesta quarta-feira excluiria os monotrilhos de São Paulo e Manaus, além do BRT (espécie de corredor de ônibus) da capital do Amazonas, do pacote de obras para a Copa de 2014.

Manobra


As retiradas foram feitas a pedido dos governos estaduais, responsáveis pela execução das obras em parceria com as prefeituras. A exclusão é uma manobra para as obras não perderem financiamento da União.

A Matriz de Responsabilidades prevê que apenas recebam os recursos de financiamentos da União, provenientes de uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal, obras prontas até o início do Mundial. Com a retirada da Matriz, os governos podem pedir outra linha de financiamento ao Ministério do Planejamento. De acordo com a pasta, as obras, assim que retiradas da Matriz oficialmente, podem ser financiada com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade ou outro programa.

as obras retiradas da Matriz em Curitiba e Natal possuem, respectivamente, previsão de R$ 130,7 milhões e R$ 45,3 milhões em financiamenteo do governo federal. 

 
Sucessão de atrasos

Até agora, oito obras de mobilidade urbana previstas para inicialmente para serem inauguradas até a Copa de 20145 não ficarão prontas a tempo do Mundial. Quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa de 2014, diversas autoridades do primeiro escalão do governo federal colocaram as obras de mobilidade urbana como o maior legado que seria deixado pela competição ao Brasil.

No dia 28 de setembro, o governo federal confirmou que a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília, outra das cidades-sede, havia sido retirado da Matriz a pedido do governo do Distrito Federal, já que também não ficaria pronto para o mundial. O VLT ligaria o aeroporto da capital ao Terminal da Asa Sul.

A obra, que tinha previsão de entrega para janeiro de 2014, não tem nova data para terminar. Do custo estimado de R$ 276,9 milhões, a obra teria um financiamento de R$ 263 milhões da Caixa. Agora, os recursos irão sair do PAC Mobilidade, de acordo com o Ministério do Planejamento.


Também foi retirado do documento o Corredor Expresso Norte-Sul em Fortaleza, um dos sete projetos da área de transporte urbano da cidade previstos inicialmente para o Mundial. A construção de corredores de ônibus BRT em Salvador também foi excluída do planejamento para a Copa.
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