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Edital contraria versão do GSI sobre banco de dados



Edital que estipulou as características do sistema de segurança do Palácio do Planalto contradiz a versão oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência. Segundo o edital, revelado pelo site Contas Abertas, os registros de acesso de pessoas e veículos ao Palácio do Planalto deveriam ser guardados em um banco de dados específico, com capacidade de armazenamento por um período "mínimo de seis meses". A partir de então, os dados deveriam ser "transferidos definitivamente para uma unidade de backup".

De acordo com o edital de licitação, o banco de dados faz parte do Centro de Supervisão, que concentra "todos os servidores, matrizes de gravação, estações de operação e monitoramento, gravadores digitais, controles e equipamentos de recepção".

O GSI divulgou nota na semana passada informando que não tinha como fornecer imagens do circuito interno de vídeo da Casa Civil que poderiam comprovar o encontro da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira com a ministra Dilma Rousseff. "Conforme as especificações do contrato relativo ao sistema de segurança, assinado em 2004, o período médio de armazenamento das imagens varia em torno de 30 dias", informou a nota.

Lina disse que esteve no Palácio do Planalto no fim do ano passado, entrando pela garagem do prédio presidencial. Dilma nega o encontro. Ontem, a tropa de choque montada pelo governo para blindar a ministra funcionou. Os aliados conseguiram impedir a votação na Câmara dos requerimentos de sua convocação.
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