PAC: 23,51% do orçamento de 2009



Flávia Foreque

Os esforços do presidente Lula para alavancar o ritmo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) obtiveram pouco efeito. Neste ano, o percentual desembolsado do orçamento previsto para o programa é semelhante à média dos períodos anteriores. De acordo com levantamento realizado pelo site Contas Abertas no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), o PAC desembolsou nos primeiros seis meses de 2009 23,51% dos R$ 20,5 bilhões previstos para o ano. Percentual semelhante ao de anos anteriores. Em 2007, primeiro ano do PAC, o total gasto no primeiro semestre foi de 23,28% do total. No ano seguinte, houve uma pequena melhora (24,21%).

No início do ano, o presidente se reuniu com ministros para pedir agilidade nas obras e criticou o que considera uma fiscalização exagerada sobre as atividades do programa. Lula defendeu ainda a contratação de trabalhadores em dois turnos, como forma de combater o desemprego e acelerar as obras.

Esse é justamente um dos fatores apontados pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), Elias Fernandes, para a boa execução de despesas do órgão. Segundo levantamento do Contas Abertas, o Dnocs é exceção à regra: aplicou 52% dos custos destinados ao órgão neste ano. “As empresas estão trabalhando dia e noite, com intervalos só para alimentação e descanso”, afirma Fernandes. Das 13 obras do Dnocs, oito estão usando esse expediente.

O deputado José Aníbal (PSDB – SP), líder da bancada tucana na Câmara, afirma que o índice médio é sinal de que “o PAC empacou”. Para o deputado federal Gilmar Machado (PT – MG), integrante da comissão mista do orçamento, o ritmo semelhante ao de anos anteriores é sinal de que a crise econômica não afetou as obras. “Eu estou torcendo para a oposição bater no PAC. O povo está vendo o trabalho”.
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