Infraero tinha ''jabutis no galho'', afirma Jobim

Carolina Freitas – O Estado de São Paulo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que os ex-ocupantes de cargos de confiança na Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), demitidos por sua ordem, no mês passado, eram "jabutis no galho". "Se está lá é porque alguém botou, porque jabuti não sobe em árvore", declarou Jobim, em evento do Grupo de Líderes Empresariais, em São Paulo. "Alguns não sabíamos quem eram. Só ficamos sabendo depois da demissão."

O corte de 98 funcionários que ingressaram na empresa por indicação política motivou uma rebelião na base aliada do Planalto. O PMDB havia indicado parte do pessoal e, em represália às demissões, apoiou a criação da CPI da Petrobrás.

Ao saber das demissões, pelo menos oito ocupantes de cargos de confiança pediram licença médica por 30 dias, segundo Jobim. Nesse período, a Infraero não pode destituí-los. "Vamos aguardar o retorno e, imediatamente, demiti-los."

Jobim classificou a dispensa dos funcionários como uma "atividade de risco" a que se submeteu.

"Atingiu lideranças do meu partido", disse, referindo-se ao PMDB. "Mas tinha de fazer isso. Senão não consertamos o problema da Infraero, não conseguimos torná-la uma empresa viável."

As dispensas atingiram afilhados de peemedebistas importantes, como o irmão e a cunhada do líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e Monica Azambuja, ex-mulher do líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

 

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