Votos, ministros e muitos cargos no governo

Peso dos peemedebistas faz com que sejam cortejados pelo Planalto e também pelo PSDB


Maria Lima e Cristiane Jungblut

Aliado e cortejado até o limite da razão pelo Planalto e paparicado pelo PSDB, o PMDB saiu da eleição municipal com 20 milhões de votos e o maior número de prefeituras. Tem as maiores bancadas e o comando da Câmara e Senado, o maior número de governadores e seis ministros, além de dezenas de cargos federais.

Mas é historicamente um partido dividido em dois, que nunca consegue alçar vôo solo rumo ao Planalto. De olho na eleição de 2010, os dois grupos - que acirraram a disputa pelos comandos da Câmara e do Senado - sonham com a reaproximação para reforçar seu cacife eleitoral.

O PMDB do Senado é comandado por José Sarney (AP), presidente da Casa e maior interlocutor de Lula; e Renan Calheiros (AL), recém-eleito líder do partido e artífice dos maiores ataques para minar o poder do grupo da Câmara. É da ala do Senado o maior número de cargos no governo, mas a da Câmara, controlada pelo presidente da Casa e do partido, Michel Temer (SP), e pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (BA), comanda a máquina partidária e cargos políticos.

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