Carminha Jerominho, presa, e candidatos suspeitos de crimes são eleitos

Além do prefeito, vereadores eleitos também vão tomar posse no dia 1º de janeiro. Mas não haverá uma grande renovação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.


Mais da metade das cadeiras serão ocupadas por velhos conhecidos dos eleitores. Os homens vão continuar como maioria na câmara do Rio. Eles vão ocupar 38 cadeiras. Elas, 13 assentos.

Lucinha, do PSDB, foi eleita com o maior número de votos: 68.799. Em seguida, ficou Rosa Fernandes, do DEM, que teve 64.259 votos. A terceira mulher mais votada, Clarissa Garotinho, do PMDB, (42.062 votos) vai ocupar o cargo pela primeira vez. Ela é filha dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus.

A composição da câmara ficou assim:

- O DEM elegeu 8 vereadores;

- O PMDB e o PSDB ganharam 5 cadeiras;

- PDT, PP, PT, PT de B e PV conseguiram eleger três vereadores cada um;

- PR, PPS, PSC, PSB e PRB, terão dois representantes cada. PC do B, PRTB, PTB, PHS, PSDC, PTC, PSOL, e PMN são partidos que vão ocupar uma única cadeira cada.

Ao todo, 29 vereadores foram reeleitos, o que corresponde a mais da metade da casa. Entre os novatos, três são investigados pela polícia e pelo Ministério Público por envolvimento com o tráfico de drogas e com grupos de milícias.

Mesmo presa, Carminha Jerominho, do PT do B, conseguiu 22.068 votos. Ela e o pai, o também vereador Jerominho, do PMDB, são suspeitos de chefiar milícias na Zona Oeste. Outro vereador eleito que também teria envolvimento com as milícias é Cristiano Girão (10.445 votos), do PMN. E a polícia investiga se Claudinho da Academia (11.513 votos), do PSDC, tem ligação com o tráfico na Favela da Rocinha. Todos negam as acusações.

“Essas investigações não vão ser paralisadas. Esses processos continuam a correr. Os candidatos, eleitos ou não, que são suspeitos de terem se beneficiado do crime organizado ainda podem vir a ser condenados e a cumprir pena”, afirmou o procurador regional eleitoral Rogério Nascimento.
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