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Abstenção no País foi de 14,5 %, diz TSE

Segundo tribunal, tempo de apuração bateu recorde dos últimos anos



Mariângela Gallucci

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem que haverá segundo turno da eleição municipal em 29 cidades, onde votam, ao todo, 26.843.804 eleitores. Desses 29 municípios, 11 são capitais. A abstenção total nas eleições foi de 14,5%, contra 14,2% na disputa de 2004.

Segundo o balanço do TSE, 110.080.753 dos 128.802.321 eleitores brasileiros foram às urnas.

Dos 29.143.285 paulistas aptos, 24.827.626 (85,19%) votaram. Na cidade de São Paulo, dos 8.198.282 eleitores aptos, 6.916.744 (84,37%) votaram.

De acordo com as estatísticas do TSE, as mulheres vão aumentar a presença nas prefeituras brasileiras em 2009. Segundo o presidente do tribunal, ministro Carlos Ayres Britto, do total de candidatos eleitos para as prefeituras, 9,16% são mulheres, enquanto em 2004, ano das últimas eleições municipais, o índice foi de 7,32%. Na eleição para vereador, entretanto, o percentual praticamente se manteve. Foram 12,51% das vagas para as mulheres, pouco menos do que os 12,64% de 2004.

RAPIDEZ

Para Ayres Britto, o processo de apuração e totalização dos votos no primeiro turno foi muito rápido e bateu os recordes dos últimos anos. Para provar isso, citou dados de 2004 e 2006. Em 2004, a totalização e apuração foram concluídas dois dias depois. Em 2006, isso ocorreu às 14h55 do dia seguinte. Na votação de domingo, o processo terminou às 13h17 de ontem. O último Estado a fechar os dados foi Amazonas. "Quebramos todos os recordes de rapidez."

O presidente do TSE contou que conversou no domingo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a eleição. Segundo ele, Lula estava muito satisfeito com o processo eleitoral. Ayres Britto ressaltou ainda que foi mínimo o número de urnas que tiveram de ser substituídas pelo voto manual: 0,0057%.

TROPAS FEDERAIS

Sobre a segurança, Ayres Britto defendeu que as tropas federais sejam mantidas no Rio no segundo turno. "Pela minha vontade, as forças permanecem", afirmou. Ele contou que o governador do Rio, Sérgio Cabral, também é a favor da manutenção das tropas no Rio e que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) analisará a situação. "Convém manter as tropas. A eleição transcorreu em clima de normalidade", reiterou.

Para Ayres Britto, o incidente mais grave da eleição ocorreu no município maranhense de Benedito Leite. O presidente do TSE relatou que cerca de 600 pessoas interromperam a votação, incendiaram 11 urnas e encurralaram o juiz e seu filho. "Mas, como havia força federal (11 agentes do Exército e 10 policiais militares), eles resgataram o juiz e seu filhinho."

Ayres Britto explicou que, diante da gravidade da situação, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão decidiu anular a eleição de domingo e convocar uma nova votação para o próximo dia 26.
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