Opportunity é acusado de omitir operações financeiras suspeitas



ALAN GRIPP
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Banco Opportunity, de Daniel Dantas, é acusado pela Polícia Federal de ter ocultado do Banco Central e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) movimentações financeiras consideras suspeitas de clientes investigados na Operação Satiagraha.

Entre os que tiveram informações preservadas ilegalmente, segundo a PF, estão Maria Alice e Verônica Dantas, mulher e irmã do banqueiro; e o empresário Carlos Laranjeira, ex-sócio da construtora OAS, ligado ao senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em julho de 2007.

As operações financeiras ocultas foram descobertas em inspeção rotineira do Banco Central, concluída em dezembro do ano passado. São apontadas quatro pessoas físicas e seis empresas, além de diretores do banco responsabilizados por sonegarem os dados. O relatório serviu de base para os pedidos de prisão da operação.

Os auditores encontraram quatro irregularidades principais:

1) movimentações incompatíveis com o patrimônio.
2) operações não resultantes de "atividades ou negócios normais".
3) retiradas significativas de contas até então pouco movimentadas.
4) abertura de contas por meio de procurações e que registraram uma das três suspeitas acima.

Por lei, movimentações financeiras com estas características devem obrigatoriamente ser comunicadas ao Banco Central e ao Coaf, assim como transferência com valor acima de R$ 100 mil.

Maria Alice, segundo a PF, movimentou mais de R$ 21 milhões em sua conta de pessoa física no Opportunity em menos de um ano, sem ter renda para isso. Os investigadores dizem que ela é "laranja" do marido e que as empresas abertas em seu nome foram usadas para lavar dinheiro do grupo.

Verônica é acusada de ser sócia de mais de 150 empresas que teriam movimentado dinheiro ilegalmente no Brasil e no exterior. Já Laranjeira disse ter investimentos no Opportunity há dez anos e estranhou a suspeita levantada pelo BC.
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