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PSOL protocola o pedido de impeachment de Yeda

‘Não posso aceitar práticas mafiosas’, diz o vice gaúcho
Paulo Feijó revela que aindadispõe de novas gravações
Ele admite divulgá-las, mas só o fará no ‘tempo devido’
Governadora reconhece que gerencia uma 'crise ética'
Ônix age para tentar evitar a expulsão de Feijó do DEM


Escrito por Josias de Souza

Reunida nesta segunda-feira (9), em Porto Alegre, a Executiva do PSOL no Rio Grande do Sul decidiu protocolar na Assembléia legislatica um pedido de impeachment da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB).

É, por ora, a conseqüencia mais extremada da crise que rói as entranhas da administração tucana. A decisão do PSOL foi comunicada pela deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS) ao vice-governador gaúcho Paulo Feijó (DEM), adversário de Yeda.

Filha do ministro da Justiça, o também gaúcho Tarso Genro (PT), Luciana explicou a Feijó que a idéia do PSOL é a de provocar uma nova eleição. O que dependeria da renúncia do vice-governador.

Mais tarde, em entrevista, Feijó não se deu por achado. Disse que sua intenção não é a de prejudicar a governadora (?!?!). Reconheceu que a gravação que fez com o ex-chefe-do Gabinete Civil Cezar Busatto tem 1h 20min de duração.

Disse que só divulgou cerca de 20 minutos da conversa porque julgou que esse é o trecho que tem “interesse público”. De resto, não demostrou arrependimento:

Feijó lançou no ar uma pergunta: “De que outra forma esse submundo seria posto às claras?” Para dessassego de Yeda Crusius, insunou que dispõe de novas gravações.

A exemplo do diálogo que manteve com Busatto, captou as outras conversas sem o conhecimento dos interlocutores. Admite divulgá-las. Mas só “No devido tempo.”

Presidente do diretório estadual gaúcho do DEM, o deputado federal Ônix Lorenzoni tenta evitar que seu partido expulse Feijó de seus quadros.

À noite, em entrevista, Yeda Crusius confirmou ter solicitado a renúncia coletiva de seu secretariado. Vai nomear um “gabinete de transição”. Reconheceu que a crise temcontornos éticos.

“Pode chamar [o gabinete de transição de gabinete de crise. Nós estamos vivendo uma crise de ética”, disse ela.

Yeda acrescentou: “Este gabinete de transição tem até 15 dias para desenhar um contrato, uma carta de compromisso ético...”

“...Certamente, este novo contrato vai implicar ampla modificação nas indicações partidárias para cargos em comissão...”

“...Só podemos diminuir cargos em comissão se conseguirmos reformular as carreiras de Estado...”

Depende dessa reformulação e da recomposição da base de suporte legislativo da governadora a chance de êxito do pedido de impeachment a ser formulado pelo PSOL.

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