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Navio leva saúde a índios

Mário Adolfo Filho
Especial para A CRÍTICA

Os índios que habitam o Vale do Rio Javari, compreendido entre o Amazonas e o Acre, agora ganham um novo alento no tratamento das doenças que assolam a região. Na manhã de ontem partiu de Manaus uma expedição com 70 homens das Forças Armadas e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) com a missão de minimizar as epidemias que vêm dizimando as etnias.

De acordo com relatórios do próprio Governo Federal, hepatite, malária e tuberculose são responsáveis pela maioria das mortes entre os indígenas da área a noroeste do Estado.

A “Operação Vale do Rio Javari” vai visitar 48 aldeias das etnias marubo, mayoruna, kanamari, matis, kulina e korubo. Juntos, os indígenas chegam a uma população estimada em 3,7 mil. “É uma região extremamente carente onde a febre negra, que é uma complicação da hepatite, já chegou”, avalia o supervisor do equipamento de enfermagem, Laércio Mendonça.

A situação, de fato, não é nada boa. Em uma das comunidades do rio Javari, dados do Governo Federal apontam 99 casos da malária no período entre março de 2007 e janeiro de 2008 em 26 pessoas.

Ou seja, três infecções, em média, por pessoa em um espaço de tempo menor que um ano.

Emoção

A solenidade que marcou a saída do navio Oswaldo Cruz da Estação Naval do Rio Negro, no Distrito Industrial, Zona Sul, foi marcada pela emoção. Esposas, crianças e mães viram de perto o início de uma jornada que deve durar 40 dias.

“Trouxe meus filhos pequenos para dizerem tchau ao pai, Marcelo Santos”, disse a esposa Délcia Belchior, 40. “Ele sempre viaja e já estamos acostumados. Tenho orgulho porque sei que ele vai ajudar aqueles que precisam.”

O hospital flutuante possui duas salas de consultório médico, duas centrais odontológicas, um departamento de raio-x, um laboratório de análises clínicas e uma sala de vacinação.
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