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Polícia prende 19 por fraudes de R$ 100 milhões em 6 prefeituras


DA SUCURSAL DO RIO

Foram presos ontem 19 integrantes de uma quadrilha suspeita de fraudar licitações públicas no valor de R$ 100 milhões em, ao menos, seis municípios do Rio. Entre presos e investigados há secretários municipais, funcionários públicos, advogados, empresários e membros de ONGs. Eles lucrariam com fraudes em licitações para compras superfaturadas de uniformes até contratos de aluguéis de equipamentos.

A Operação "Uniforme Fantasma" foi realizada pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) e Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal, do Ministério Público Estadual. Foram 28 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em 17 municípios.

As investigações começaram há dez meses a partir de uma denúncia feita pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que informou que movimentações financeiras não condiziam com o tamanho das empresas.

O Ministério Público Estadual tem até dez dias para apresentar a denúncia. Segundo promotores, as fraudes praticadas resultaram em um rombo superior a R$ 100 milhões nos municípios de Angra dos Reis, Japeri, Magé, Paraíba do Sul, Rio Bonito e Santo Antônio de Pádua. A Promotoria descobriu quatro grupos independentes envolvidos. Alguns servidores públicos negociariam com mais de um grupo.

Entre os foragidos estão o ex-prefeito de Magé, Charles Cozzolino, e a secretária de Fazenda do município, Núcia Cozzolino, irmãos da prefeita da cidade, Núbia Cozzolino. Funcionária de uma das empresas envolvidas na fraude revelou em depoimento que as propinas para Prefeitura de Magé variavam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil entregues pessoalmente aos suspeitos. A Folha telefonou, mas ninguém atendeu às ligações ontem na Prefeitura de Magé.

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